A família ao longo do tempo

Para falarmos da família ao longo do tempo, a primeira coisa a se dizer é que a família é uma instituição tão antiga quanto o próprio ser humano.

A família acabou por ser um meio do ser humano sobreviver e viver com qualidade, pois a família oferece aos seus integrantes necessidades básicas da vida humana, como: alimento, segurança e afeto.

A família assume um papel fundamental na sociedade e, por isso, é chamada de célula mater da sociedade.

A função da família ao longo do tempo

A função social da família é transmitir os valores culturais, situar as pessoas no contexto em que vivem, educar gerações, determinar condutas, etc.

Mas, infelizmente, a família quando não é bem estruturada pode promover a ansiedade, as neuroses, a delinquência e tantos outros problemas.

Assim, podemos perceber o importante papel da família, pois ela tem um papel fundamental nas escolhas que os filhos farão em sua vida, ou seja, são fundamentais na direção de vida dos filhos.

Outro papel da família é a própria preservação da espécie humana através da reprodução.

E um papel que não pode ser esquecido é o de que a família é a responsável pela sobrevivência física e psíquica das crianças.

O primeiro grupo social

A família ao longo do tempoA família é o primeiro grupo social a que pertencemos.

Podemos então perceber o quanto a família é vital para a configuração do ser humano que irá atuar na sociedade em que vive.

Desta forma, a família é um tipo de agrupamento social primário e cuja estrutura pode variar no tempo e no contexto cultural, como, por exemplo: número de casamentos, formas de casamento, tipos de família e papéis familiares.

Tradicionalmente a família era concebida tendo a seguinte estrutura: pai, mãe e filhos.

O padrão clássico da família era autoritário e repressor: o pai era tido como a figura de poder e autoridade e era o mandante familiar e um simples olhar bastava para controlar os filhos.

No padrão clássico da família a mãe era responsável pela educação dos filhos e pelos afazeres domésticos.

Assim, o pai era o provedor, o responsável pelo sustento da casa; e a mãe a mantenedora do lar.

Nas últimas décadas este quadro vem mudando.

A mulher se tornou independente e a figura do homem provedor da casa foi deixando de ser uma necessidade para a sobrevivência familiar.

Houve um crescente número de separações e divórcios.

A família moderna hoje abriga diversas configurações:

  • filhos do próprio casal que convivem com os filhos de outras uniões;
  • casais homossexuais com filhos ou não de uniões passadas;
  • filhos de pais solteiros; etc.

As transformações da família ao longo do tempo

Sociedade e contexto mudaram.

Hoje a família não pode ser definida por padrões que não atendam à mentalidade moderna.

Além da percepção das novas configurações familiares, um pensamento permanece tradicional: a família é grupo fundamental para todo indivíduo e sociedade.

Uma sociedade sadia passa necessariamente pela constituição de famílias saudáveis.

O fortalecimento dos vínculos familiares, a promoção de qualidade na convivência familiar e a conscientização de que o papel da família é essencial para a configuração do caráter e personalidade de todo indivíduo são meios para se configurar uma sociedade saudável e com qualidade de vida.

Paulo Rogério da Motta