Controle de Estímulos, Extinção, Pânico e Agorafobia


Controle de Estímulos – Discriminação e Generalização

Segundo BAUM (1999, p.111) “frequentemente na vida nos empenhamos em sequência de comportamentos, fazendo uma coisa a fim de poder fazer outra”.

Essa cadeia de comportamentos é baseada e mantida pelo reforço último.

O controle de estímulos é fazer que um estímulo controle o comportamento, fazer com que este mude diante da presença do estímulo.

De acordo com BOCK, FURTADO e TRASSI (2002, p.53) “quando a frequência ou a forma da resposta é diferente sob estímulos diferentes, diz-se que o comportamento está sob o controle de estímulos”.

Segundo REESE (1975, p.28) “um comportamento fortalecido numa dada situação estimuladora provavelmente ocorrerá em outras situações”, assim uma resposta adquirida numa situação não precisará ser reaprendida em situações similares e a tendência do comportamento é a “generalização”.

Assim, na “generalização de estímulos”, um estímulo controla uma resposta em razão do reforço em situações onde estão presentes estímulos diferentes, porém, similares.

Segundo BOCK, FURTADO e TRASSI (2002, p.54) “na generalização, portanto, respondemos de forma semelhante a um conjunto de estímulos percebidos como semelhantes”.

Porém se houvesse uma generalização completa com um comportamento ocorrendo em qualquer situação haveria uma confusão total.

Para evitar essa confusão é necessária a “discriminação”.

Segundo REESE (1975, p.28) “a discriminação se estabelece pelo fato de um comportamento ser reforçado na presença de uma situação estimuladora e não ser na presença de outra situação estimuladora, processo esse chamado de ‘reforçamento diferencial’”.

“Discriminação de estímulos”, conforme CABRAL e NICK (2003, p.80), é “processo de decompor ou controlar generalizações. […]

Assim um organismo é capaz de discriminar entre dois estímulos diferentes quando responde diferentemente a cada um deles.


Extinção

Extinção, segundo BOCK, FURTADO e TRASSI (2002, p.52) “é um procedimento no qual uma resposta deixa abruptamente de ser reforçada. Como consequência, a resposta diminuirá de frequência e até mesmo poderá deixar de ser emitida”.  Assim a omissão de reforço é o procedimento para se obter o declínio gradual de uma resposta condicionada, ou seja, a “extinção”.

Segundo WHALEY e MALOTT (1980, p.54), “o procedimento de extinção consiste em suspender o reforço para uma resposta condicionada. O comportamento em extinção típico consiste num decréscimo gradual na frequência da resposta ate que ocorra, no máximo, com a frequência apresentada antes do condicionamento”.

Assim, “extinção” é o que acontece quando o comportamento não é reforçado e tende a desaparecer.

Um comportamento condicionado a uma recompensa enfraquece e pode desaparecer quando a recompensa não é fornecida.


Vídeo: O que é Behaviorismo?


Vencendo o Pânico

Vídeo-Documentário “Vencendo o Pânico”, de caráter educativo e sem fins lucrativos, desenvolvido para facilitar o treinamento via web de psicólogos de diferentes estados do Brasil no protocolo de tratamento cognitivo-comportamental “Vencendo o Pânico”, no ano de 2010.

Fez parte integrante da pesquisa de doutorado “Treinamento Via Web de Psicólogos do Brasil no Protocolo de Tratamento Cognitivo-Comportamental Vencendo o Pânico: Retrospectivas, Perspectivas e Expectativas”, defendida em 2011, por Angélica Borba, no Programa de Pós-Graduação em Psicologia do Instituto de Psicologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (PPGP/IP/UFRJ).


Referências

BAUM, W. M. Compreender o Behaviorismo Ciência, Comportamento e Cultura.  Porto Alegre: 1999.

BOCK, A.M.B.; FURTADO, O.; TRASSI TEIXEIRA M.L. Psicologias Uma introdução ao estudo da psicologia. São Paulo: Saraiva. 2002.

BOLTON, L.; WARWICK, L. L. O livro completo da Psicologia Explore a psique humana e entenda por que fazemos as coisas que fazemos. São Paulo: Madras. 2005.

CABRAL, A.; NICK, E. Dicionário Técnico de Psicologia. São Paulo: Cultrix. 2003.

CHAVES, E. S.; GALVÃO, O. F. O behaviorismo radical e a interdisciplinaridade: possibilidade de uma nova síntese?  Psic. Reflex. Crit., Porto Alegre, v.18. n. 3, 2005. Disponível em: . Acesso em 24 Set 2006. doi:10.1590/S0102-79722005000300003.

MYERS, D. G. Introdução à Psicologia.  Rio de Janeiro: Editora LTC, 1999.

REESE, E. P. Análise do Comportamento Humano.  Rio de Janeiro: José Olympio Editora, 1975.

SKINNER, B. F. Ciência e comportamento humano.  São Paulo: Martins Fontes, 2003.

SPERLING. A. P. Introdução à Psicologia.  São Paulo: Pioneira, 1999.

WHALEY, D. L.; MALOTT, R. W. Princípios elementares do comportamento.  São Paulo: EPU, 1980.