O dilema humano


Nascemos e choramos ao nascer!

Fomos expulsos do paraíso e Jardim do Éden que era a barriga da mamãe.

Ao se nascer inicia o dilema humano!

O dilema humano


Expulsos do paraíso

Nascemos e choramos ao nascer!

Nascer é como ser expulso do paraíso!

Sonhamos com um mundo que nos permita reviver a paz que sentimos um dia quando ainda éramos feto e vivíamos na barriga e Jardim do Éden de nossas mães.

Hoje, ao sermos expulsos do paraíso, vivemos num mundo de opostos e onde há opostos há o dilema.

Viver é estar constantemente em dilemas!

Vemos e vivemos num mundo onde há fome e há também fartura, onde há paz e onde há guerra, onde há o que há de mais belo e o que há de mais feio…

Vivemos num mundo que queremos que seja melhor e que nos permita a felicidade que tanto almejamos e que conhecemos um dia no paraíso da barriga da mamãe.

Mas fomos expulsos do paraíso!

O dilema humano


Precisamos do mundo

O ser humano é um ser social e necessita deste mundo para sentir-se com identidade, com sentido por existir, para poder expressar seu amor e ser amado…

E estar neste mundo nos obriga a conjugar verbos como: “tenho de, devo isso, não posso aquilo…”.

Em suma, precisamos nos ajustar às exigências deste mundo!

Passamos a atuar com nossas máscaras sociais: hora somos o profissional que trabalha, hora somos o aluno que aprende, horas somos o motorista que dirige, horas somos os pais que educam, hora somos esse, hora somos aquele…

Tudo faz parte do jogo de viver!


Sujeito e objeto

A rotina e as exigências do mundo faz com que, muitas vezes, nos sintamos objeto ao invés de sujeito.

O objeto serve para alguma coisa.

Já o sujeito é aquele que age e agir é conjugar verbos.

E os verbos que o sujeito gosta de conjugar são: “eu desejo, eu quero, eu sinto, eu sonho…”.

Bem diferentes de “tenho e devo”.

Esse choque entre o que o mundo determina e o que o sujeito quer é o “dilema humano”

O dilema humano


O dilema humano

Rollo May diz que “o dilema humano é o que decorre da capacidade que tem o homem de sentir-se, simultaneamente, como sujeito e objeto”.

O dilema humano:

  • Se atuo na vida somente como “sujeito” vou desconsiderar todas as regras do objeto e com certeza serei vítima da violação dessas regras. Não posso fazer o que quero quando quero!
  • Se atuo na vida como “objeto” vou ser apenas um reprodutor manipulado pelo contexto que me cerca e anularei o “sujeito” que eu sou. Se faço o que querem deixo de ser quem sou!

Como resolver tal dilema humano? Os dois são necessários para uma existência equilibrada no mundo?


Sujeito, verbo e objeto

Se imaginássemos a vida como uma frase teríamos o “sujeito” como sendo cada um de nós, e o “objeto” como sendo o mundo, e “viver” seria conjugar o verbo que ficaria entre o sujeito que somos nós e o objeto que é o mundo.

Verdade que vivemos num mundo de opostos e que com isso podem surgir os dilemas, mas onde há opostos e onde há dilemas há também a “liberdade de escolha”.

O dilema é efeito colateral da liberdade!

O verbo é uma ação e cabe ao sujeito que somos escolher que verbo colocar entre nós e o mundo, ou seja, cabe a cada um de nós escolher como viver.

O dilema humano


A escolha entre um teatro ou um sonho

Podemos viver a vida como um grande jogo ou como um grande teatro…

Ou como um grande sonho, ou como um grande plano, ou como um grande projeto…

Podemos passar pela vida avaliando o nosso valor pelo peso do que carregamos em nossos bolsos ou nos enobrecendo pela leveza que há em nossas almas…

Podemos atuar na vida como mercadores que procuram sempre o “ter” ou podemos simplesmente “ser” e vivermos no encanto de quem vê tudo com o humano espanto que os filósofos pregam…

Assim, cabe percebermos que viver é conjugar verbos e temos a liberdade de escolher o verbo que vamos conjugar.

Cabe a nós olharmos para o chão e desprezarmos as paisagens ou olhar para tudo procurando com o que se encantar.

O homem tem a possibilidade de escolher e, isso inclui “escolher quem se é” e “escolher como viver”.

Sagrado dilema humano que nos dá a liberdade de escolher!

Paulo Rogério da Motta


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