A psicologia da segunda infância


Segunda infância é o período entre a fase do bebê e a adolescência.

A psicologia da segunda infância, portanto lida com o período que começa por volta dos três anos e termina em torno dos onze.

A psicologia da segunda infância

A psicologia da segunda infância

Este artigo foi baseado e com excertos da obra: “Introdução à Psicologia”, de A. Sperling e K. Martin.

Os principais problemas da criança e de seus responsáveis nesta fase são interpessoais.

Como bebê teve toda a atenção voltada para si e a dinâmica de todos à sua volta voltada para ele.

Na segunda infância, a criança precisa entender que, além dela, existem também outras pessoas.

Nesta fase a criança desenvolve de forma intensa o senso de certo e errado.

É uma fase de grande importância, pois o caráter de direcionamento da criança e o aprendizado desta fase exercerão influência em seu modo de ser durante toda a sua vida.

Oliver Wendell Holmes: “O mais importante da vida não é a situação em que estamos, mas a direção para a qual nos movemos.”.

A psicologia da segunda infância

Diretrizes da psicologia da segunda infância

Certas atitudes e comportamentos caracterizam esta fase da vida do ser humano.

A psicologia da segunda infância atua principalmente sobre estas questões e também com os aspectos de formação da personalidade, visto esta ser a fase que antecede a adolescência que é justamente a fase em que o ser humano investe sua atenção para a identidade.

Mais do que falar cabe aos pais e educadores serem referência para as crianças.

Vídeo: Filhos sempre imitam os pais

Características da segunda infância

Comportamento rude

No início da segunda infância, geralmente, as crianças começam a se comportar socialmente de maneira rude.

Negativismo

O negativismo é uma forma de comportamento por meio da qual ela resiste à autoridade adulta.

Fase da ‘teimosia’ e ‘obstinação’ torna esta uma fase difícil de lidar com a criança.

O auge desta fase se dá por volta dos três anos e declina após os quatro e este comportamento é normal.

Rivalidade

A rivalidade é outra forma de comportamento característica desta fase.

Aos quatro anos, geralmente, a criança se torna ciumenta das crianças da mesma idade.

Aos cinco anos ela apresenta inveja dos elogios dados.

Aos seis anos o espírito competitivo está bem desenvolvido.

Caçoar e maltratar

Caçoar e maltratar são formas agressivas de comportamento nesta fase.

Caçoar é uma tentativa de irritar uma pessoa e as crianças podem fazer isso para se proteger.

Maltratar é infligir sofrimento a outra pessoa em situação inferior e essa forma de agressão por parte das crianças denota que ela pode ter sentimento de inferioridade ou insegurança.

Ciúme e inveja

O ciúme é muito comum com o nascimento de um novo irmãozinho.

Ciúme é diferente de inveja. Alguém tem inveja de alguma coisa que o outro tem e o ciúmes  acontece com algo que já se possui.

A inveja acontece muitas vezes quando os pais comparam um filho com outro.

O ciúme diminui por volta dos cinco anos quando a criança começa a desenvolver interesses fora de casa.

A moralidade infantil

As leis morais devem ser estabelecidas para a criança, principalmente, entre os três e os seis anos.

Deve-se dizer como agir e recompensar ou reprovar seu comportamento.

Um pequeno presente, um elogio ou mesmo um sorriso pode funcionar.

A punição precisa ser coerente e não deve ser muito severa.

É importante que fique claro para a criança que não é ela e sim o seu ato que é mau.

Os ideais para a criança

O ser humano cria ideais e atua na vida buscando seus ideais.

Muitos conflitos vivenciados pelo ser humano provém da pessoa não conseguir corresponder aos ideais, inclusive, o ideal de si mesmo. Deste conflito de ideais surge a dor de consciência.

Se a criança for encorajada a atuar com bons ideais e for reconhecida e recompensada por isso ela os transformará em seus próprios ideais.

Amigos reais e imaginários

Tudo o que uma criança quer de uma companhia é que ela brinque com ela.

Se nenhuma companhia atender suas necessidades, a criança pode criar companhias imaginárias.

A companhia imaginária é real para a criança e ela possui nome, características e personalidade.

Brinquedos infantis

O brincar e os brinquedos são importantes na vida da criança.

Os brinquedos tem grande valor psicológico para as crianças.

Os brinquedos devem exigir o ativo envolvimento da criança e os que são automáticos ou completos não deixam nada para ela fazer e pouco ou nada contribuem para seu desenvolvimento.

Idade da gangue

Por volta da idade de nove ou dez anos a criança descobre mais prazer em estar em pequenos grupos de amigos do próprio sexo e ela quer passar mais tempo com a sua “gangue”.

O grupo impõe as atividades, os estilos de roupa e as ideias de certo e errado e a criança procura ser aceita pelo grupo, mesmo que isso entre em conflito com a família.

A referência dos adultos

Quando a criança se aproxima da adolescência e está sob a influência de uma gangue ela tende a considerar as regras dos adultos injustas.

O que aborrece as crianças não é tanto o conteúdo das regras, mas sim a origem das regras: os adultos.

Se um adulto quebra alguma regra de moralidade a criança de mais idade se convence da hipocrisia do adulto que cometeu a falta e estende seu julgamento a todos os adultos.

O exemplo dos pais

Se os pais querem o respeito dos filhos é essencial que mostrem respeito por eles e em suas atitudes, além de serem honestos e justos.

O melhor que os pais podem fazer para preservar a reputação pela integridade é “ser” integro.

Eduque pelo exemplo.


Vídeo: As fases do desenvolvimento humano


Martin Buber: “O ser humano se torna “eu” pela relação com o “você”. À medida que me torno eu digo você. Todo viver real é encontro.”.