Psicologia e espiritualidade

Psicologia e espiritualidade convergem porque toda experiência humana é também uma vivência psíquica.

O psicólogo não pode omitir a alma em seu ofício.

Psicologia e espiritualidade

Psicologia e espiritualidade


A psicologia tem procurado investigar a atuação do homem considerando:

  • As suas reações
  • A sua neurofisiologia
  • Seu modo de pensar
  • Sua capacidade de cognição
  • A percepção do mundo à sua volta
  • Seus complexos como as neuroses e psicoses
  • Suas relações sociais

E muito poderia ser citado como campo de estudo e tal amplitude de investigação se deve ao fato de que o homem e a sua natureza são os objetos de estudo da psicologia.

A espiritualidade, por sua vez, influencia a percepção e a significação do que é apreendido pelo ser humano, bem como suas motivações, pensamentos e emoções.

A espiritualidade sendo um importante fator de configuração da personalidade deveria ser um aspecto da natureza humana assim como são os aspectos biológicos, psíquicos e sociais.

Psicologia e espiritualidade, assim, se convergem constantemente no viver do ser humano.

A psicologia deve estudar o homem em sua totalidade e a religiosidade é manifestação da espiritualidade e é um rico campo de investigação desse aspecto da natureza humana.

O psicólogo deve ser um agente de promoção do contato do homem com seus vários modos de consciência.

O meio acadêmico habilita o profissional de psicologia a atuar diante de neuroses, psicoses, complexos e mecanismos de defesa, bem como entender o funcionamento mecânico do que é físico e avaliar processos que envolvam o pensamento e as suas reações, mas a unidade que dá coesão a tudo isso que é a “alma” é desconsiderada e a plenitude do ser humano é tratada de forma materialista.

Psicologia e espiritualidade não se complementam e fragmentam a unidade do ser humano.

O reducionismo do homem a um ser biológico movido por forças psicológicas e sociais deve ser evitado, pois a dimensão humana permite-lhe apreciar a arte, experienciar a religião, ter o anseio pela verdade, buscar um significado para a própria existência e conceber o mundo em conformidade com a percepção que ele tem do mundo.

O ser humano possui uma natureza composta de corpo, mente e espírito e deve ser visto sempre em sua totalidade, pois qualquer redução implica no menosprezo de sua totalidade.

Paulo Rogério da Motta