Psicologia e a vida afetiva

A vida afetiva e suas cores!

Somos afetados por nossos desejos, sonhos, fantasias, expectativas, nas palavras, nos gestos, no que fazemos e pensamos.

 

Psicologia e a vida afetiva

A vida afetiva

“O coração tem razões que a própria razão desconhece.”

Quais são essas razões do coração?

São os afetos!

Nossos afetos dão o colorido às nossas vidas.

Nossos afetos se expressam em nossos desejos, sonhos, fantasias, expectativas, nas palavras, nos gestos, no que fazemos e pensamos.

A vida do ser humano é uma vida afetiva!

Por que os psicólogos precisam falar da vida afetiva?

Porque ela é parte integrante da nossa subjetividade.

Nossas expressões não podem ser compreendidas se não considerarmos os afetos que as acompanham.

E, mesmo os pensamentos, as fantasias – aquilo que fica contido em nós – só têm sentido se sabemos o afeto que os acompanham.

  • Afeto → Afetar
  • Afetividade → Deixar-se afetar, ou seja, ser afetado pelas emoções e/ou sentimentos.

Ao sermos afetados por nossas emoções e/ou sentimentos estamos lidando com os estados de prazer-desprazer.

O ser humano é afetado por si mesmo, ou seja, o ser humano é caçador de si mesmo!

Vídeo: Caçador de mim

Letra da música

Por tanto amor

Por tanta emoção

A vida me fez assim

Doce ou atroz

Manso ou feroz

Eu caçador de mim

Preso a canções

Entregue a paixões

Que nunca tiveram fim

Vou me encontrar

Longe do meu lugar

Eu, caçador de mim

Nada a temer senão o correr da luta

Nada a fazer senão esquecer o medo

Abrir o peito a força, numa procura

Fugir às armadilhas da mata escura

Longe se vai

Sonhando demais

Mas onde se chega assim

Vou descobrir

O que me faz sentir

Eu, caçador de mim

Psicologia e a vida afetiva

Emoção e sentimento

  • Emoção: (etimologicamente “mover para fora”) estado agudo e transitório. Exemplo: a ira.
  • Sentimento: estado mais atenuado e durável. Exemplo: a gratidão, a lealdade.

A mente humana é condicionada ao desejo.

Temos em nossa memória conteúdos que nos são agradáveis e conteúdos que nos são desagradáveis.

  • Os conteúdos que nos são agradáveis queremos reviver. Este é o desejo.
  • Os conteúdos que nos são desagradáveis queremos evitar. Este é o medo.

Há então uma dualidade no funcionamento mental do ser humano: o desejo e o medo.

Sobre medo e desejo há um artigo aqui no Euniverso: Medo e desejo na Psicanálise.

A música “Sonho lindo” é uma expressão dessa dualidade de medo e desejo.

Vídeo: Sonho lindo

Sofrimento e discernimento

O ser humano se utiliza de mecanismos de reação ou defesa em virtude do desejo de não repetir situações que estejam associadas a conteúdos desagradáveis de sua memória.

Exemplo: uma pessoa pode reagir com a seguinte frase diante da notícia da morte de alguém querido: “Não, isso não é verdade! Você está brincando, não é?”.

A negação que acontece no exemplo é um mecanismo de defesa da psique que procura fugir da dor.

Psicologia e a vida afetivaOs afetos podem ser produzidos tanto fora do indivíduo (a partir de um estímulo externo) quanto dentro (surgem a partir de seus conteúdos de memória).

E, desta forma, ao sermos afetados por nossas emoções e/ou sentimentos vivenciamos o prazer ou o desprazer (sofrimento, dor).

A maior parte do sofrimento humano é sofrimento psicológico.

O sofrimento psicológico é subjetivo e acontece em razão de processos mentais.

Também há um artigo sobre isso no Euniverso: O sofrimento psicológico.

A mente humana acaba por ser o reino dos desejos e dos medos.

A consciência, por sua vez, é a única maneira para que exista um “reino da vontade”, pois através da “conscientização” é que ficamos cientes da realidade e a vontade é que permite o direcionamento do que fazemos.

A “conscientização” permite-nos o “discernimento” que é a busca do cerne, da essência, ou seja, separar a essência da aparência.

A “consciência” simbolicamente poderia ser vista como a nossa “luz interior”.

A “conscientização” é o ato de orientação da mente.

É dar atenção conscientemente.

O amor, por exemplo, está no reino da consciência e não no reino da ilusão.

A paixão está no reino da ilusão, pois é fruto da excitação da mente.

O amor é fruto da vontade de amar e não do desejo de algo ou alguém.

O discernimento é fruto da maturidade emocional.

Sobre a maturidade emocional assista um vídeo com mensagem baseada em texto de Augusto Cury.

Vídeo: Maturidade emocional

Clarice Lispector: “É melhor sentir dor do que ser indiferente.”.

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