Reforçamento, Reforço primário e secundário no Behaviorismo


Reforçamento no Behaviorismo

Bahaviorismo - Caixa de skinnerReforçamento vem a ser uma das formas de selecionar comportamentos, ou seja, selecionar “consequências”.

Segundo CHAVES e GALVÃO (2005) citando DeGrandpre (2000) “o reforçamento tem sido interpretado na Psicologia, como uma operação na qual a probabilidade ou força do comportamento é aumentada ou diminuída pelas suas consequências, isto é: por reforçadores ou punição (p. 726)”.

O reforçamento no Behaviorismo pode se dar através do “reforço positivo” ou do “reforço negativo”.

O “reforço positivo” é usado para aumentar a probabilidade futura da resposta que o produz e é quando se acrescenta uma “coisa boa” após o comportamento esperado.

O “reforço negativo” é usado para aumentar a probabilidade futura da resposta que o remove ou ameniza e é quando se retira uma “coisa ruim” após o comportamento esperado.

Segundo BOLTON e WARWICK (2005, p.117) “o condicionamento operante depende do comportamento sendo reforçado, positiva ou negativamente; o que por sua vez, determinará se o comportamento aumenta ou diminui suas probabilidades de futuras ocorrências”.

Assim reforçamento são os estímulos que seguem uma resposta do organismo, afetando-o seja fortalecendo ou enfraquecendo a resposta, ou seja, através do é possível se estabelecer um padrão de respostas.


Reforço primário e secundário no Behaviorismo

Segundo BOCK, FURTADO e TRASSI (2002, p.50) “chamamos de reforço a toda conseqüência que, seguindo uma resposta, altera a probabilidade futura de ocorrência dessa resposta”.

Em termos gerais, reforço é um meio para se estabelecer um comportamento.

Segundo MYERS (1999, p.181) “os reforços secundários são aprendidos. Adquirem seu poder por meio da associação com os reforços primários”.

O reforço pode ser “primário” quando tende a ser um reforçador para todas as espécies como, por exemplo: a água, o alimento ou afeto. Segundo CABRAL e NICK (2003, p.275) reforço primário é “a apresentação de uma situação de estímulo que reforça ou recompensa qualquer sujeito experimental de uma espécie, sem necessidade de treino prévio”.

Assim reforço primário é aquele que pela sua própria natureza é capaz de condicionar independente de qualquer aprendizagem prévia.

O reforço também pode ser “secundário” quando usado em associação com os primários e segundo CABRAL e NICK (2003, p.275) é “qualquer estado de reforço ou recompensa que derive sua eficácia de um processo anterior de aprendizagem ou condicionamento”.

Assim reforço secundário é aquele que usado em associação com o reforço primário passa a ter a capacidade de condicionar após um processo de aprendizagem ou condicionamento.

Segundo REESE (1975, p.16) um fato importante a se dizer sobre reforço é “que as propriedades reforçadoras não estão no estímulo em si, mas sim nos efeitos deste sobre o comportamento”.

Assim o comportamento operante no Behaviorismo é baseado num reforçamento e controlado por suas consequências.

Paulo Rogério da Motta


Vídeo: O que é Behaviorismo?


Referências

BAUM, W. M. Compreender o Behaviorismo Ciência, Comportamento e Cultura.  Porto Alegre: 1999.

BOCK, A.M.B.; FURTADO, O.; TRASSI TEIXEIRA M.L. Psicologias Uma introdução ao estudo da psicologia. São Paulo: Saraiva. 2002.

BOLTON, L.; WARWICK, L. L. O livro completo da Psicologia Explore a psique humana e entenda por que fazemos as coisas que fazemos. São Paulo: Madras. 2005.

CABRAL, A.; NICK, E. Dicionário Técnico de Psicologia. São Paulo: Cultrix. 2003.

CHAVES, E. S.; GALVÃO, O. F. O behaviorismo radical e a interdisciplinaridade: possibilidade de uma nova síntese?  Psic. Reflex. Crit., Porto Alegre, v.18. n. 3, 2005. Disponível em: . Acesso em 24 Set 2006. doi:10.1590/S0102-79722005000300003.

MYERS, D. G. Introdução à Psicologia.  Rio de Janeiro: Editora LTC, 1999.

REESE, E. P. Análise do Comportamento Humano.  Rio de Janeiro: José Olympio Editora, 1975.

SKINNER, B. F. Ciência e comportamento humano.  São Paulo: Martins Fontes, 2003.

SPERLING. A. P. Introdução à Psicologia.  São Paulo: Pioneira, 1999.

WHALEY, D. L.; MALOTT, R. W. Princípios elementares do comportamento.  São Paulo: EPU, 1980.