Tempo cronológico e tempo psicológico

Qual a diferença entre tempo cronológico e tempo psicológico?

Basicamente poderíamos dizer que o tempo cronológico lida com a quantidade e o tempo psicológico com a qualidade do tempo.

Mas há mais para falar sobre este interessante tema!

O tempo cronológico

O tempo está em toda parte:

  • No calendário da parede
  • Nos diversos relógios que pautam nossa vida
  • No nascer e no pôr do sol
  • Nas fases da lua
  • Nas estações do ano

Bem como em nós mesmos – quando sentimos fome ou sono durante o dia ou testemunhamos no espelho as marcas da passagem dos anos. 

O tempo cronológico pode ser definido em horas em razão do movimento de rotação da Terra (23h 56m 4s).

Assim o dia ter 24 horas é a duração deste evento de rotação.

Desta forma podemos entender que o tempo é a duração de um evento.

O presente acaba sendo o evento que acontece entre o evento que aconteceu e o evento que acontecerá.

O tempo psicológico

Porém o ser humano possui um modo interno de perceber a passagem do tempo!

O ser humano tem uma percepção mental interna dessa passagem do tempo.

Essa percepção nem sempre é coincidente com a marcha física do tempo.

À medida que se envelhece, cada ano é uma fração menor da existência, por isso parece um intervalo menor.

Essa percepção interna da passagem do tempo é o tempo psicológico.

Tempo cronológico e tempo psicológico

Por vezes estamos em algum evento que tem a duração de alguns minutos que nos parecem ter a duração de horas.

Já outro evento pode ter a duração de horas cronológicas e ficamos com a impressão de que se passaram apenas alguns minutos.

Deduzimos então que o tempo psicológico baseia-se na nossa percepção do evento que acontece. Não se trata do “quanto” do tempo que passa e sim de “como” passa o tempo.

Se percebermos o evento que nos acontece como desagradável o tempo cronológico será maior que o tempo psicológico.

Se percebermos o evento que nos acontece como agradável o tempo cronológico será menor que o tempo psicológico.

Concentração

O que nos é desagradável não prende a nossa atenção e, por consequência, não nos concentramos no evento que acontece que é o nosso presente.

Se o que nos acontece nos é agradável dedicamos nossa atenção ao evento e ficamos concentrados nele, ou seja, estamos “presentes” no presente.

Destaquemos a palavra “concentração”:

-Ato de concentrar, convergência ou recolher em si mesmo.

Relacionando tempo com espaço fazemos a relação de que o que está concentrado ocupa menos espaço e o que está desconcentrado (disperso) ocupa um espaço maior.

Assim podemos perceber que a concentração muda o tempo psicológico para que este ocupe mais ou menos espaço do tempo cronológico.

Imaginemos um quebra-cabeça com suas peças dispersas (desconcentração) numa mesa.

O tempo que levaremos para visualizar peça por peça demandará mais tempo do que levaria se o quebra-cabeça estivesse montado (concentração).

O melhor presente

Podemos utilizar esse conhecimento em nossas vidas!

Aprimorarmos nossa capacidade de atenção nos permitirá estar concentrados no presente.

Desta forma estaremos concentrados em nosso “aqui-agora”!

Estar concentrado no “aqui-agora” é estar presente e integrado ao presente e viver cada momento como sendo único, pois haverá plenitude no que está sendo feito.

Podemos usar este conhecimento em situações cotidianas percebidas por nós como desagradáveis.

Por exemplo: ao entrarmos numa fila de banco que tal termos um livro que estamos querendo ler ou um player para ficar ouvindo as músicas que gostamos?

Enfim:

-Estar presente no nosso presente é o nosso melhor presente.

Se cada momento é único procure não desperdiçá-lo e assim tudo valerá a pena se a alma não for pequena.

Para finalizar este artigo acompanhe o vídeo que trata da “falácia do planejamento”.

Paulo Rogério da Motta